terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

O tal relógio biológico

Um dia você namora. Um dia você noiva. Um dia você casa. Aí vem a pergunta mais ouvida: quando vem o bebê? E você sorri e responde: um dia, quem sabe, talvez... No começo não pensei muito isso. Demoramos muito para casar. Queria curtir aquele momento a dois. Os nossos momentos. E não via uma criança alí... Não me via tendo que abdicar do meu tempo, do meu espaço para ter um filho. Diante disso as respostas sempre eram: um dia o relógio biológico vai apitar e a vontade vem. Tá. Besteira... sempre pensava. E até às vezes me angustiava pensando se esse tal relógio ia apitar mesmo ou seria para sempre uma a versa a maternidade. 



Certo dia, comecei a olhar as mães diferentes. Comecei a olhar meu tempo e o que fazia dele. Tenho meu emprego, sou concursada. Já fiz minha faculdade... e o que vem agora? Um vazio... algo faltava. Faltava alguém na verdade. Olhava a mãe com aquele bebê e meu coração se enchia de amor. Oi? Como assim? Como pode uma opinião mudar assim tão rápido... Era o tal relógio biológico que apitou firme e forte. Alegria maior foi descobrir que o marido também sentiu a mesma vontade. Decidimos que era a hora de planejar. Decidimos adiar um ano. Um ano para estabilizar as dívidas e conseguir uma casa que pudesse acolher melhor nosso filho. Decisão tomada. Mas a vontade só crescia. Li, entrei em blogs, sites... descobri que a mulher que está tentando engravidar é chamada de "tentante". Existe nome para aquelas que não começaram a tentar ainda mas no seu coração já se sente "mãe"? Ainda não descobri. 


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